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    Projeto ciência do passado: Montando um esqueleto

     

    Nas oficinas que temos trabalhado vemos muito sobre o trabalho do paleontólogo. Na oficina de hoje vamos investigar um pouco mais sobre esses cientistas e seu trabalho. A primeira questão que coloco às crianças é pensar como os paleontólogos sabem a que animal o fóssil que acharam pertence, ou até a que parte do seu corpo, já que vimos anteriormente que nem sempre, ou quase nunca, os fósseis são encontrados inteiros. Para que eles entendessem melhor como isso é difícil levei alguns ossos misteriosos para eles verem. De tanto que já havíamos falado de fósseis logo de início eles perceberam que se tratava apenas de ossos e não de fósseis, contudo não conseguiram imaginar de que parte do corpo de um animal seria, muito menos de que animal. Eis então, que para surpresa de todos, uma pequenina de apenas 3 anos observando o menor dos ossinhos disse: "parece um rabinho". Mistério desvendado, era realmente um rabo, mas faltava descobrir de qual animal. Mais um desafio, refletiram, refletiram, disseram de elefante até macaco, até que com algumas dicas descobriram que era de uma vaca / boi mesmo. Nossa que difícil!, foi a conclusão de todos, mas ainda não acabou.

    Agora a segunda parte e o desafio final era montar o rabo! Olhamos os ossos com muito cuidado para conseguirmos uma montagem perfeita, do maior para o menor, conseguimos, um belo e longo rabo. Eis que surge mais uma questão que não quer calar: todos já viram imagens de dinossauros, mas todos sabem que ninguém viu os animais, apenas fósseis, ou seja seus ossos e outros "restos", mas então como sabem que cor eles eram e outras características? As crianças à princípio disseram que eles inventam, e isso para elas não tem qualquer desmérito, mas conversamos sobre o assunto e sobre "dicas" que existem de forma que os cientistas conseguem chegar muito próximo, algumas  vezes, de indícios desse tipo de característica dos dinossauros. Contudo, quando desenhamos nosso rabo de vaca optamos por pintar de marrom mesmo, pois a maior parte das vacas que eles já tinham visto era dessa cor, julgo que seja uma ótima justificativa, e não muito distante do que ocorre quando pintamos os dinossauros de verde, comparando-os com seus parentes répteis!

     



    Categoria: Projeto Ciência do Passado
    Escrito por ProfessoraThayse às 19h17
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    Projeto Ciência do Passado: Como trabalha o paleontólogo?

     

    Na oficina de hoje vamos fazer algo que as crianças sempre esperam e adoram: agor como um paleontólogo! Retomando as ideias da última oficina em que os fósseis foram trabalhados sugeri que refletissem sobre o trabalho do paleontólogo. Muitas vezes atividades que simulam tal prática estão ligadas à escavações na areia de partes de dinossauro, contudo nessa prática há mais brincadeir ado que ciência, por isso em nossa oficina tudo será um pouco diferente do habitual. Primeiro nós não vamos escavar na areia, como eles já haviam visto fósseis reais e sabiam que eles estavam em rochass não faria sentido nenhum fazer isso na areia. Dessa forma quando preparei a aula já preparei uma "rocha" com algumas surpresinhas dentro! Minha "rocha" era basicamente um bloco de gesso em que acomodei dentro duas réplicas de fósseis conhecidos como amonitas.

    "Rocha" pronta chegou o momento de apresentar algumas ferramentas que usaríamos em nossa experiência como paleontólogos, elas eram pincel, um martelinho e pequenas "espátulas", além disso tínhamos régua papel, lápis e uma máquina fotográfica para registrar nossas descobertas. As crianças então começaram quebrando o gesso com o martelinho de forma muito cuidadosa (bateram com tudo no crânio da lagartixa que havia sobre a "rocha" _ depois explico o porque dessa lagartixa) então na euforia quando encontraram os fósseis queriam tirá-los de lá a todo custo! Nesse momento paramos tudo e conversamos como o trabalho do paleontólogo exigia cuidado e paciência, imaginem só um fóssil, mesmo não sendo sempre tão frágil é algo muito especial e que deve ser feito de tudo para conservá-lo, então respiramos fundo e começamos de novo. Tendo tirado a maior parte do gesso com o martelo partimos para o trabalho com as pequenas espátulas de forma a tirar o gesso ao redor do nosso fóssil, agora com mais calma conseguimos retirar o fóssil sem danificá-lo.

    As crianças ainda mediram e anotaram com desenhos a localização dos fósseis na rocha. Passada essa primeira fase fomos olhar com mais cuidado o fóssil, limpando sua superfície com cuidado utilizando o pincel. Primeiramente como era de se esperar as crianças não reconheceram o fóssil, mas não desconsideraram a possibilidade de ser um fóssil, pois já sabiam que não existem apenas fósseis de dinossauros. Então contei para elas sobre esse animal, já extinto como os dinossauros, mas que viveu antes deles e que podia chegar a ser muito maior do que o nosso modelo, vivia no mar e possuía tentáculos para se locomover e se alimentar. As crianças ficaram muito entusiasmadas em imaginar como o mundo em que as amonitas viveram era diferente! Ah... faltou explicar a lagartixa, as crianças sabiam que tudo não passava de réplicas de fósseis, mas a lagartixa era real, não um fóssil, mas um esqueleto, lembrando a última oficina para um esqueleto virar um fóssil seriam necessárias algumas transformações! Pois bem e o que significava aquela lagartixa ali?! Ela estava ali para pensarmos, se sabemos que as amonitas foram extintas antes dos dinossauros existirem e que aquela lagartixa é só um esqueleto de um animal que existe até hoje se eu quisesse encontrar um fóssil de dinossauro deveria procurar acima ou abaixo de onde estavam as amonitas? Essa todos mataram fácil, acima eles disseram, pois as amonitas morreram primeiro, então se algum dinossauro tivesso morrido depois teria ficado por cima dela, assim como nossa amiga lagartixa! Os meus pequenos são realmente geniais!

     



    Categoria: Projeto Ciência do Passado
    Escrito por ProfessoraThayse às 15h51
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    Projeto Ciência do Passado: Criando fósseis

     

    O novo projeto que vamos trabalhar trata de uma ciência de um tipo muito adorada e um pouco esquecida quando falamos sobre ciência: a ciência do passado. Estudar o passado instiga a todos, especialmente às crianças e há muita ciência nesse universo. Para começarmos as oficinas vamos tratar de um assunto que costuma trazer muita curiosidade: os fósseis. A maior parte das crianças já havia ouvido falar de fósseis, contudo sempre ligados aos dinossauros e quase como sinônimo de ossos de dinossauros. Iniciamos a nossa oficina com uma conversa sobre os fósseis de forma que as crianças entendessem que eles eram matéria viva, e então não apenas ossos de dinossauro, mas também madeira e outras partes de seres vivos, que por algum motivo ficaram endurecidos como rocha, não "apodrecendo" como seria o esperado. A conversa fluiu bem, até o questionamento de como isso tudo acontecia e os ossos ou outros materiais se "transformavam". Nesse momento partimos para a parte prática com duas experiências, a primeira delas foi com um pedaço de esponja, cortado na forma do fóssil preferido pela criança, esse pedaço de espuma foi então enterrado em areia fina, de forma a representar quando um animal ou planta morria e era soterrado, o passo seguinte foi molhar a esponja com uma mistura de água e sais de banho, isso deveria representar a água repleta de sais que por ali passava. Fiz algumas questões e logo as crianças chegaram a conclusão de que a areia, água e sal iriam ocupar os espaços da esponja e assim que ela secasse estaria mais rígida. Mas nem tudo é tão simples assim para todos, para que eles compreendessem melhor essa "substituição" de material realizamos a segunda experiência.

    O segundo experimento seguia a mesma ideia do primeiro, só que com um resultado mais rápido ( o primeiro levaria uma semana sendo regado para dar resultado). Novamente utilizando esponjas fizemos novos fósseis só que no lugar de areia para preencher os poros da esponja utilizamos cera de giz de cera, com muito cuidado para não queimar derretemos o giz e mergulhamos as esponjas que em poucos segundos estavam durinhas com a cera enrigecida. Enfim, apesar dessa não ser a única forma de formação de um fóssil é uma delas e foi muito importante para que as crianças percebessem as especificidades de um fóssil e o que os diferencia de um osso comum por exemplo. Todos adoraram! E fugimos do comum ao tratar do assunto, tendo assim muito mais ciência!

     



    Categoria: Projeto Ciência do Passado
    Escrito por ProfessoraThayse às 21h14
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    Projeto você é o cientista: Misturas e método

     

    E eis que apresentamos a última aula do projeto você é um cientista. Para tanto resolvi focar nos métodos científicos e retomar a questão das misturas. Bom, se tratando de ciência é preciso que as crianças saibam como o trabalho do cientista em um laboratório funciona, para tanto utilizei algo muito próximo e interessante pra eles: massinha de trigo. Enfim a proposta era que cada criança fizesse sua massinha, para isso eles tinham o material, contudo não tinham as medidas. O objetivo era que eles explorassem os conhecimentos que já detinham para a produção de algo novo, ou que conseguissem perceber quanto de farinha/ líquidos precisariam colocar para que a massinha ficasse como esperado.

    Contudo para que o trabalho do cientista fosse melhor representado sugeri a todos que anotassem as medidas que escolheram colocar em suas massinhas, com medidas de potinho de danone e com desenhos para que fosse acessível aos menores também. Dessa forma pudemos refletir porque algumas massinhas ficaram mais moles/duras que outras. Ajustadas as medidas da melhor forma chegamos a uma receita que foi seguida por todos, com as massinhas em mãos, literalmente, usamos corante para dar cor a elas, na imagem podemos ver o resultado antes que eles a usassem para sua diversão. Uma oficina simples, divertida e cheia de conhecimentos, ideal para encerrar esse projeto!

     



    Categoria: Você é o cientista
    Escrito por ProfessoraThayse às 19h52
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    Projeto você é o cientista: Partes da flor


     

    Na penúltima aula sobre o tema "você é o cientista" resolvi voltar um pouco para a prática dos biólogos que ficaram um pouco esquecidos nesse projeto. Para tanto foquei na área de botânica na qual eles poderiam experimentar uma prática que exige atenção e cuidado. Então levei para as crianças várias flores, de diferentes tipos e com diversas estruturas. As crianças adoraram observar as flores com lupas, todos os detalhes, as semelhanças e as diferenças. Então escolhi por "despedaçar" uma flor de hibisco, a vantagem é que nela as estruturas da flor estão bem divididas e bem visíveis. Olhamos tudo com nossas lupas, descobrimos nomes diferentes como androceu e gineceu e entendemos como as flores são importantes para a planta, como elas se transformam em frutos e sementes.

    O desafio dessa oficina foi encontrar as mesmas estruturas vistas no hibisco nas outras flores, foi uma atividade instigante, despedaçar as flores com cuidado e identificar as suas partes. O interessante é que em nossa coleção de flores haviam diferentes modelos, inclusive interessantes folhas que tentavam se passar por pétalas e outras curiosidades. Nessa oficina aina vimos o pólen, sentimos os doces e diferentes aromas das flores e o mais interessante provamos o sabor da flor de São João, típica da época do ano em que realizamos a oficina provar o doce da flor foi uma das partes mais instigantes da oficina. Por fim, por sugestão de uma das crianças nosso relatório foi a ilustração de forma bem semelhante ao real, como os botânicos fazem, utilizando tintas para fazer uma bela flor com todas as suas partes identificadas. 

    Enfim, foi uma oficina diferente, mais colorida e cheia de aromas!

     



    Categoria: Você é o cientista
    Escrito por ProfessoraThayse às 21h11
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    Projeto você é o cientista: Alavancas

     

    Continuando o trabalho das oficinas em que a proposta é que cada criança pense e reflita para achar uma solução para diferentes problemas optamos por abordar as alavancas. O sistema de alavancas é na prática muito conhecido, contudo por diversas vezes não nos damos conta de sua presença em nosso dia-a-dia. Na oficina de hoje vamos olhar então para essas alavancas que nos cercam. A primeira atividade desafio era erguer um pesado balde cheio de areia, mas essa tarefa foi resolvida muito facilmente pelas crianças, qual não foi minha surpresa quando já de início eles disseram que era só fazer uma alavanca com um cabo de vassoura. Pois bem, eles já sabiam o que era uma alavanca e como ela facilitaria essa tarefa, contudo eles não haviam refletido sobre algumas características dessa alavanca, como o fato dela precisar de um ponto de apoio e das variações de força necessária para erguer o balde de acordo com a localização desse ponto. Fizemos vários testes até que as crianças chegassem a algumas conclusões.

    Partimos então para outro desafio a fim de explorar outras alavancas. Agora era a vez de amassar uma placa de isopor, quebrar era fácil, mas o desafio era torná-la mais fininha, pressionando-a com os dedos. Resultado, impossível achatar o isopor com a força das mãos... mas será mesmo? Eis que surge mais uma alavanca para facilitar nossa tarefa, dessa vez um potente alicate. Qual não foi a surpresa e entusiasmo de todos ao perceberem que com o alicate conseguiam tornar o isopor tão fino quando um papelão, usando a mesma força das mãos que antes não fazia efeito nenhum sobre a placa. Todos ficaram muito curiosos para conhecer ainda outras alavancas, testamos cortadores de unha, tesouras, descobrindo suas possibilidades e as formas mais eficazes de seu uso, como pegar nas extremidades das ferramentas facilitava ainda mais o trabalho!

    Tendo já potencializado nossas capacidades com os mais diversos tipos de alavancas, partimos para um desafio final, para não deixar dúvida sobre como um ponto de apoio e o local em que aplicamos a força em relação a distância desse ponto faz diferença. O desafio era abrir uma porta com apenas um dedo. As crianças riram e disseram que era muito fácil, todas foram lá e conseguiram quando tocavam próximo a massaneta, então determinei que deveriam fazer o mesmo, mas do lado oposto ao da massaneta, resultado quem ri por último ri melhor, e nenhuma das crianças foi capaz de abrir a porta com apenas um dedo! Desafios a parte todos compreenderam ainda mais sobre as alavancas.

     



    Categoria: Você é o cientista
    Escrito por ProfessoraThayse às 10h16
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       Projeto você é o cientista: testando o equilíbrio

    A proposta dessa oficina foi fazer com que as crianças tivessem a oportunidade de testar alguns princípios à respeito do equilíbrio dos corpos. Para tanto utilizamos 4 modelos confeccionados em papelão: o equilibrista, o pássaro voando, o pássaro no poleiro e o sapo. Esses modelos podem ser facilmente colocados em equilíbrio mesmo em superfícies pequenas como um lápis. Foi então oferecido a cada criança um personagem de papelão e um lápis preso a um pote de massinha , feito isso foi proposto um desafio: equilibrar cada figura no lápis. Muitas crianças tiveram dificuldades, pois após encontrado o ponto de equilíbrio eles não poderiam mais bater na figura, mas ansiosos acabavam por derrubar seus equilibristas. Nesse processo as crianças perceberam que quando a figura pendia para a frente era necessário colocá-la mais para o lado oposto, e assim em todas as direções até que o equilíbrio fosse encontrado.

     

    Todos com seus equilibristas em show, outro desafio foi proposto: é possível equilibrar as figuras em outras partes, por exemplo na ponta do bico do pássaro ou no olho do sapo? O não foi unânime, todos já tinham se dado conta que o local do equilíbrio era um só, e no caso das figuras era um local central, jamais extremidades, como a ponta do bico ou o olho. Dessa forma foi necessário que eu desse algumas dicas para que eles pudessem pensar em soluções. Decidiu-se então utilizar as massinhas como "pesos" de forma a balancear as figuras até que o equilíbrio no extremo fosse conseguido. Nesse processo, para que realizassem com sucesso foi necessária a supervisão, especialmente para que mantessem a calma, adicionando poucos pedaços de massinha a cada vez, porém todos compreenderam muito bem a questão do equilíbrio e nunca erravam em qual parte das figuras deveria ser adicionada mais massinha.

    As crianças ficaram verdadeiramente maravilhadas com o resultado. Parecia mágica! Contudo sabiam que não passava de ciência. A diversão chegou no auge quando equilibraram pelas extremidades as figuras na ponta dos dedos e se deram conta que esse equilíbrio seria possível, se com paciência, para qualquer outra figura.

     



    Categoria: Você é o cientista
    Escrito por ProfessoraThayse às 09h53
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    Projeto você é o cientista: Existe água nos alimentos?

     

    Na oficina de hoje a proposta foi que os alunos investigassem sobre a presença de água em alguns alimentos. Para tanto cada criança pode escolher um alimento, batata, cenoura, laranja ou maçã, o qual foi picado e adicionado uma quantidade de açúcar a gosto também dos pequenos. É evidente que tal mistura deu água na boca de muitos e foi difícil segurar a criançada para que o experimento não passasse à prato principal, mas aproveitei o gancho para explicar que em um laboratório não podemos provar ou cheirar as coisas, pois isso pode ser muito perigoso. Colocando nossos alimentos devidamente cortados e açucarados de lado passamos para outra parte da experiência. Agora com folhas de alface sugeri que misturassem água com bastante sal para deixar uma das folhas e que colocassem a outra apenas em água, passado alguns minutos parecia não haver muita diferença entre as folha, contudo foi nesse momento que alguém retirou as folhas da água, então o resultado foi espantoso, a pobre folha que estava na água salgada estava murcha murcha. Mas isso tudo ainda fazia pouco sentido. Seria necessário mais experimentos.

    O próximo experimento foi realizado com mais cuidado e as crianças participaram mais como observadores. Pegamos uma batata pequena, tiramos a casca e cortanos o centro dela fazendo dela uma espécie de pequeno copo. Então coloquei a batata em um recipiente com água e no buraco que havia feito nela adicionamos sal até que estivesse completamente preenchido. Feito isso tivemos a ideia de colorir a água com corante líquido para deixar tudo ainda mais colorido. Então, como bons cientistas aguardamos... porém para espanto de muitos nem foi necessário esperar muito logo notamos que onde antes havia só sal agora tinha muita água, foi nesse momento que começaram a surgir as hipóteses de que o sal estava "puxando" a água, o que logo foi comprovado, pois a salmora dentro da batata começou a ganhar a cor do corante. Mas e a alface e os outros alimentos, o que estava acontecendo?! Com as hipóteses das crianças mais algumas pontuais explicações todos entenderam que em todos os casos, sal e açúcar estavam retirando a água presente dentro dos alimentos, já que os alimentos tinham a capacidade de deixar a água passar como ficou provado na batata. Além disso fiz questão de explicar que isso ocorre pois "as misturas de água e sal/açúcar" sempre buscar um equilíbrio, que um lado não pode estar mais salgado/doce do que o outro.

    No final todos entenderam a presença da água nos alimentos e a busca pelo equilíbrio das soluções, e acharam muito divertido o nome OSMOSE que se dá a tal fenômeno. Apesar do pouco tempo da oficina deixamos os experimentos lá e no dia seguinte todos correram para ver quantas mais mudanças haviam ocorrido.

     



    Categoria: Você é o cientista
    Escrito por ProfessoraThayse às 11h18
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    Projeto você é o cientista: Como separar misturas?

     

    Hoje iniciamos um novo projeto onde a proposta é que as crianças sejam os cientistas! Nessa proposta as crianças serão instigadas com perguntas a desenvolverem experimentos de forma mais livre e não apenas assistirem experiências modelares. Na primeira oficina tratamos das misturas. Primeiro apresentei algumas substâncias: água, pedrinhas, tachinhas de brinco, areia, retalho de EVA, bolinhas de crepom e miçangas pequenas. Cada criança pode então escolher duas substâncias para realizar a sua mistura. Após misturar bem as crianças trocaram de potes com os amigos e foi colocado o desafio: Como separar a mistura? É evidente que eles logo começaram uma catação, porém nesse momento eu mostrei que eles poderiam utilizar algumas coisas para ajudá-los na tarefa: filtro de papel, água, peneira, ímã e ventilador. Sendo todos muito inteligentes partiram logo para a escolha do material adequado para a separação, quem estava com as tachinhas usou o ímã, quem estava com o EVA usou a água, quem estava com a água usou o filtro e quem estava com as bolinhas de crepom usou o vento. Dessa forma mais rápido do que eu esperava eles conseguiram separar todas as misturas e ao repetir o experimento testando novas misturas facialmente realizaram a separação.

    Foi tudo muito divertido e bem sucedido, mas havia ainda o desafio final: Como separar as cores da tinta da uma caneta hidrocor? Dado o desafio as crianças ficaram muito curiosas e não conseguiram pensar em uma solução, na realidade algumas nem conseguiram entender por completo a pergunta, pois parecia impossível que houvesse mais de uma cor na tinta de suas canetinhas. Então partimos para a experiência. Primeiro eu demonstrei o procedimento, em um pedaço de papel filtro tracei uma linha com a canetinha de cor preta então coloquei a ponta desse papel na água, enqnto observávamos a água ser absorvida pelo papel ao passar pelo traço da caneta foi revelando, para a surpresa de todos, novas cores além do preto. Como é possível ver na imagem ao lado nossa canetinha preta tinha desde o marrom até o azul ciano. As crianças ficaram maravilhadas e quiseram testar com outras cores, então cada um pode escolher uma cor e replicar o experimento, os resultados foram surpreendentes e muito divertidos.

    Esse novo projeto me deixou muito feliz e entusiasmada, as crianças ficaram ainda mais motivadas e os resultados foram excelente, e quem diria que cromatografia estaria ao nosso alcance?!

     



    Categoria: Você é o cientista
    Escrito por ProfessoraThayse às 18h01
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    Projeto movimento: E o movimento do vento?

     

    O nosso convidado de honra para a última aula do Projeto Movimento foi o vento. Depois de tratar de tantos movimentos aproveitamos o dia que estava friozinho e com um vento que balançava as árvorespara pensar, de onde o vento vem? Pela primeira vez as crianças ficaram totalmente sem reação, qualquer ideia que lhes passesse pela cabeça era na mesma hora considerada absurda por elas mesmas, desde o gigante que soprava até as árvore que balançavam fazendo vento. Foi difícil para eles pois foi uma questão essencialmente nova, normalmente pensamos que o vento existe e nunca nos questionamos de onde ele vem. Mas isso mudou, eu fiz a questão e agora teríamos que pensar sobre o assunto, e foi assim que iniciamos a experiência. Para o experimento de hoje usamos uma vela e uma espiral feita em papel sulfite, cada criança recortou sua espiral e prendemos com uma linha bem fina no seu centro. Feito isso colocamos a esperial um pouco acima da vela apagada, observamos e nada, a espiral continuou parada. Sem entender ainda todo aquele procedimento colocamos as espirais novamente em cima da vela, mas dessa vez com a chama acesa e qual não foi a surpresa de todos quando a espiral começou a girar?!

    Mas, isso não resolve nosso problema. O que a espiral girar tem a ver com os ventos? Primeiro refletimos o porque a espiral começou a girar... para chegar a conclusão que foi o ar que movia ela foi fácil, as crianças pensaram an fumaça que normalmente o fogo faz e que ela se move para cima. Nesse ponto paramos para pensar porque ela faz isso. Apesar de já termos trabalhado a densidade não entramos nessa questão, mas percebemos que o ar mais quente tende a ir para cima, enquanto o ar mais frio tende a descer. Mas... colocando a mão não sentimos o ar quente mais para cima, nem o frio próximo da chama, o que levou as crianças chegarem a conclusão que o ar circula, esquentando e subindo, esfriando e descendo, ou seja está em movimento. Ótimo, mas e o vento? Questionei sobre os lugares que mais ventam, porém eles não lembraram de nenhum, apenas relacionaram o vento com o frio, o que fiz questão de desmistificar, já que no verão e em dias bem quentes também pode ventar, e que em muitos casos a brisa é até quentinha. Bom, mas e o vento? Expliquei então que o mesmo que ocorre com a vela ocorre em nosso planeta, alguns lugares ficam mais quentes e outros mais frios, esquentando e esfriando o ar o que faz com que ele se movimente e geram os ventos que tem todo um funcionamento complexo que envolve às chuvas e as massas de ar. Pode ser um conceito complicado, mas eles ficaram satisfeitos de ter uma justificativa para o ar se mover "sozinho".

    Aproveitando que o nosso assunto era ar fiz mais uma pergunta: O ar tem peso? Hum... essa eles ficaram divididos, alguns disseram que sim, outros que não, então eu os convidei para um outro experimento. pegamos duas bexigas iguais e colocamos uma quantidade de ar equivalente nas duas. Com o auxílio de um palito de churrasco e de fitilhos improvisamos uma balança, deixando em equilíbrio as duas bexigas. Ao furar uma das bexigas ( dica use o truque do durex e alfinete para poder tirar o ar aos poucos do balão) e retirar o ar que havia lá dentro pudemos notar que a balança moveu-se um pouquinho de forma que a bexiga com ar ficou mais para baixo. Qual foi a conclusão? Que o ar tem peso? NÃO, segundo eles o ar tem POUQUINHO peso, porque quase não fez diferença...é pra eles faz mais diferença ter pouco ou ter muito, do que ter e não ter.

    A aula de hoje rendeu, e no finalzinho ainda deu tempo de fazer uma argola dos ventos (argola de garrafa pet com tiras de crepom), que eles usaram mais como pipa, para ver a direção do vento! Foi um belo encerramento para o projeto e com tanto vento eu fiquei foi gripada, mas são coisas do vento em movimento.

     



    Categoria: Projeto Movimento
    Escrito por ProfessoraThayse às 16h34
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